ESTUDO DE CASO DAS EMPRESAS FRANQUEADORAS PÃO TO GO E MASTER HOUSE COM BASE NO ARTIGO “INTERNACIONALIZAÇÃO DE REDES DE FRANQUIAS BRASILEIRAS: UM ESTUDO COMPARATIVO” | Patricia Quintiliano

ESTUDO DE CASO DAS EMPRESAS FRANQUEADORAS PÃO TO GO E MASTER HOUSE COM BASE NO ARTIGO “INTERNACIONALIZAÇÃO DE REDES DE FRANQUIAS BRASILEIRAS: UM ESTUDO COMPARATIVO” | Patricia Quintiliano

Autora: Patrícia Quintiliano

Escrito por nossa especialista Patrícia Quintiliano, durante a pós-graduação da FEA/USP, este estudo de caso se propõe a analisar o processo de internacionalização das redes brasileiras de franquia Pão To Go e Master House, ambas em fase inicial de suas operações fora do mercado doméstico, sob a ótica do artigo Internacionalização das Redes de Franquias Brasileiras: Um Estudo Comparativo, de autoria dos professores Pedro Lucas de Resende Melo, Felipe Mendes Borini, Moacir de Miranda Oliveira Jr. e Ronaldo Couto Parente, publicado em 2014, cujos principais aspectos abordados foram capacidade de crescimento, capacidade de monitoramento e controle, reputação de marca e taxas de investimento de redes de franquias brasileiras que buscaram sua expansão em territórios internacionais, independentemente de seu tamanho em termos de quantidade de unidades franqueadas e/ou faturamento no mercado interno.

Introdução

Crescentes são os índices de empreendedorismo no Brasil. Em 2015, o país alcançou o maior
patamar dos últimos 14 anos de acordo com a pesquisa realizada anualmente pelo GEM, Global
Entrepreneurship Monitor, o maior estudo em andamento sobre empreendedorismo no mundo,
iniciado em 1999 por meio da parceria entre a London Business School e o Babson College. A
taxa total do empreendedorismo nacional teve uma evolução de 18 pontos percentuais nos
últimos 10 anos, com uma intensificação de sua trajetória de crescimento a partir de 2011. Além
do Brasil, ingresso em 2000, outros quase 100 países fazem parte do estudo.

FONTE: GEM Brasil 2015

Observando-se apenas os dados mais recentes, o aumento foi de 34,4% em 2014 para 39,3%
em 2015. Isto representa cerca de 52 milhões de brasileiros com idade entre 18 e 64 anos
envolvidos na criação ou manutenção de algum negócio, colocando o país em lugar de destaque
quando comparado ao restante do mundo. A China, na segunda posição do ranking, apresentou
taxa de 26,7%, quase 8 pontos percentuais atrás do Brasil. Outras economias em
desenvolvimento têm suas taxas muito aquém da brasileira: Índia (10,2%), África do Sul (9,6%)
e Rússia (8,6%). A quantidade de empreendedores entre a população adulta aqui também é
superior a dos Estados Unidos, Reino Unido, Japão e França.

No último ano, foi notada uma alteração da motivação dentre aqueles que optaram por
empreender. Entre 2012 e 2014, 70% dos empreendedores atribuíam à oportunidade a criação
de novos negócios. Já em 2015, percebeu-se uma queda abrupta neste índice: 56,5%, o que leva
a concluir que a necessidade passou a ter uma maior influência na decisão de empreender. De
acordo com o Relatório Executivo da GEM, “observou-se que a proporção de empreendedores
por necessidade aumentou tanto para os novos quanto para os nascentes, porém, no grupo dos
nascentes esse crescimento foi de 23% entre 2014 e 2015, significando um aumento atípico de
dois pontos percentuais na taxa de empreendedores nascentes.” Entende-se por nascentes os
empreendedores envolvidos na estruturação de um negócio do qual são proprietários, mas sem
qualquer tipo de remuneração por mais de três meses.

Contraditoriamente aos resultados, o presidente do SEBRAE, Guilherme Afif Domingos, em
entrevista ao portal Uol Economia, em reportagem de 22 de fevereiro de 2016, credita à
oportunidade os crescimentos testemunhados: “Com a melhoria do ambiente legal no Brasil,
presenciamos um boom no empreendedorismo. O aumento de incentivos influenciou o forte
crescimento do empreendedorismo por oportunidade, que pode ter voltado a um patamar mais
equilibrado quando comparado com o empreendedorismo por necessidade”.

Já para Luiz Barretto, presidente do Sebrae, “o recorde de empreendedores no Brasil é
consequência do aumento do número de formalizações nos últimos anos e da melhoria do
ambiente legal, com a criação e ampliação do Supersimples – regime simplificado de cobrança
de tributos para empresas com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões.” (reportagem do portal
Exame PME, de 29 de março de 2015).

Assim como o empreendedorismo, cresce também o setor de franquias no Brasil. De acordo
com o relatório Desempenho do Franchising Brasileiro 2015, publicado pela ABF (Associação
Brasileira de Franquia), o setor cresceu 8,3% em faturamento no ano de 2015 em comparação
a 2014.

Existem, segundo o relatório, 3.073 redes de franquia no Brasil e 138.343 unidades franqueadas,
tendo sido acrescidas 12.702 novas unidades e mais de 90.000 postos de trabalho somente no
último ano.
A expansão internacional também cresce. Atualmente, 110 redes brasileiras estão presentes em
60 países (contra 53 em 2014), sendo os Estados Unidos o país com maior relevância, seguido
de Paraguai e Portugal, respectivamente.

É neste contexto que se encontram as marcas Pão To Go e Master House, ambas fundadas por
empresários brasileiros, com experiências distintas, mas trajetórias muito parecidas em seus
processos nacionais e internacionais de expansão de negócios.

Mesmo não sendo chanceladas pelo Selo de Excelência da ABF, Associação Brasileira de
Franquia, apresentaram crescimentos expressivos nos últimos três anos, caminhando em
direção contrária à economia do país, mas em concordância com os dados sobre
empreendedorismo apresentados anteriormente.

(…)

Veja e baixe este artigo completo no site Academia.edu clicando aqui.

Fonte: ESTUDO DE CASO DAS EMPRESAS FRANQUEADORAS PÃO TO GO E MASTER HOUSE COM BASE NO ARTIGO “INTERNACIONALIZAÇÃO DE REDES DE FRANQUIAS BRASILEIRAS: UM ESTUDO COMPARATIVO” | Patricia Quintiliano – Academia.edu

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